ANOTAÇÕES DA BÍBLIA

como os judeus escreviam a biblia

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Algumas regras que os judeus exigiam de cada escriba:

(versados nas leis de Deus e nas tradições judaicas, eles copiavam o texto, revisavam e davam interpretação para fazer cópias dos manuscritos).  

O pergaminho tinha de ser feito das peles de animais limpos, 

 - Eles tinham o máximo de cuidado, contavam não somente palavras, mas cada letra e destruindo no mesmo momento a folha se um erro fosse achado.

- Se errassem alguma letra destruíam a folha.

- Cada cópia devia ser feita dum manuscrito autêntico, escrito com tinta negra, preparada por uma receita especial. (carvão vegetal, negro, pulverizado com goma ou azeite ou água). Para uso sobre o pergaminho e papiro (Paulo escreveu no pergaminho)

- Era necessária que os escribas pronunciassem cada palavra em voz alta antes de escrever, e em caso nenhum podiam escrever memória.

 - Os escribas precisavam limpar suas canetas antes de escrever o nome de Deus, e banhar o corpo inteiro “Jeová” antes de escrever.com pena de ouro.

 

Em vista deste cuidado extremo da parte dos judeus, para preservar perfeitamente as Escrituras Sagradas, podemos ter plena confiança de que Deus tem guardado Sua Palavra durante os séculos desde 1500 a C. quando Moisés escreveu as primeiras páginas (Ex.24:24)Até o último trabalho de João ,o teólogo,cerca de 100 anos dC.,e também no século desde a dispensação da Graça.

No tempo de Cristo os judeus tinham a mesma reverência para o livro deles e o Senhor pôs Seu selo sobre as três divisões Lc.24:27 a 44 – Jo 10:35 – I Co.2:12 e 13.Colocamos a nossa fé na inspiração e autoridade da Bíblia,tanto do VT. Como do NT. estão baseados em Nosso Senhor Jesus Cristo.

 

Os manuscritos do NT. Também foram copiados com muito cuidado pelos cristãos dos primeiros séculos.

 

Houve um período de 400 anos de silêncio entre o VT. E o NT.           No qual Deus não levantou profeta, nem derramou inspiração, denominado Período Inter-Bíblico. Deus não falou através de homens, mas trabalhou através dele para propósitos futuros.

 

Alguns Escribas zelosos:

Foram escribas zelosos que fizeram o trabalho da crítica textual desde os templos de Esdras (400 a.C. até ano 950 a.C.). 

Soferim = palavra Hebraica e está no plural. Eram escribas versados nas leis de Deus e nas tradições dos Judeus.

Eles copiavam no e davam sua interpretação.

Um dos modos mais simples que os Soferim usavam para verificar se a copia de um livro estava certo era o seguinte:

Anotavam no fim de cada livro o número do parágrafo, palavras e letras. Assim em cada copia deveria haver o mesmo número de parágrafos, palavras e letras que no original. Caso contrário, a copia estava errada e deveria ser feito novamente.

Massoretas = Século mais tarde que os Soferim anos 500 d.C. a 950 d.C ,surgiu um outro grupo de homens preocupados com a criticas textual.

Os Massoretas criavam um sistema de acentos de cada palavras, sua pronúncia e cadência exata para recitação nas sinagoga e a conexão cometida pelos Soferim.

Antes dos Massoretas, o hebraico era uma língua constituída apenas de consoantes e sem acentuação, o que a tornava difícil de ser falada, recitada ou contada, embora possível de ser lida. Podemos ver que Deus tem guardado suas palavras durante séculos, desde 1500 a.C. quando Moisés escreveu as primeiras páginas (Ex.24:4) até o último trabalho de João, o teólogo acerca de 100 d.C. e também durante este século desde a dispensação da Graça.

As Escrituras do Velho Testamento Foram primeiras escritas em hebraico mais tarde foram traduzidas para o grego sendo a versão mais antiga SEPTUAGINTA ou versão dos setenta em Alexandria por um grupo de judeus eruditos 285 AC.  

As cópias dos escritos Sagradas eram feitas à mão. (MANUSCRITOS) Os judeus tiveram muito cuidado na preparação e preservação dos manuscritos do VT. 

          OS MATERIAIS USADOS PELOS ESCRIBAS ERAM:

PAPIRO – um tipo de junco ou cana. é quase certo que o N.T. foi escrito sobre o papiro, por ser este o material de escrita mais importante na época. O papiro é feito cortando-se em finas seções delgadas de cana de papiro, empapando-as em vários banhos de água, e depois sobrepondo - as umas às outras para formar folhas.Uma camada de tiras era colocada por sobre a primeira, e depois as punham numa prensa, a fim de aderirem uma às outras. As folhas tinham de 15 a 38 cm de altura e 8 a 23 cm de largura. Rolos de qualquer comprimento eram separados colocando juntas as folhas. Geralmente mediam cerca de 10 cm de comprimento.

 

PERGAMINHO OU VELINO - peles de animais, limpos. Velino começou a predominar mediante os esforços do rei Eumenes II, de pérgamo (197 – 158 a.C.) Ele procurou formar sua biblioteca, mas o rei do Egito cortou o seu suprimento de papiro, sendo-lhe então necessário obter um novo processo para o tratamento de peles. O resultado é conhecido como velino ou pergaminho. Embora os termos sejam usados intercambiavelmente, o velino era preparado originalmente com a pele de bezerros e antílopes, enquanto o pergaminho era de peles de ovelhas e cabras. Obtinha-se assim um couro de excelente qualidade, preparado especial e cuidadosamente para receber escrita de ambos os lados. Este tipo de material foi utilizado centenas de anos antes de Cristo e, por volta do século IV a.D., ele suplantou o papiro. Quase todos os manuscritos conhecidos são em velinos.

 

CÓDICE - um tipo de livro. Folhas soltas costuradas em si.

 

PEDRA - (Ex.24:12) Muitas inscrições famosas  encontradas no Egito e Babilônia foram escritas em pedra.Deus deu a Moisés os Dez Mandamento escritos em tábua de pedra (Ex.31:18);34:1 a 28).Dois outros exemplos são as Pedra Moabita (850 a.C.) e a inscrição de Siloé, encontrada no túnel de Ezequias, junto ao tanque de Siloé(700 a.C.)

 

ARGILA - O material da escrita predominante na Assíria e Babilônia era a argila, preparada em pequenos tabletes e impressa com símbolos em forma de cunha chamados de escrita cuneiforme, e depois assada em um forno ou seca ao sol. Milhares desse tablete foram encontrados pelas pás dos arqueológicos. (Ezequiel 4:1).

 

MADEIRA – Tábuas de madeira foram bastante usadas pelos antigos para escrever. Durante muitos séculos a madeira foi a superfície comum para escrever entre os gregos. Alguns acreditam que este tipo de material de escrita é mencionado em Isaías 30:8 e Habacuque 2:2.

 

COURO – Talmude judeu exigia especificamente que as escrituras fossem copiadas sobre peles de animais, sobre couro. É praticamente certo, então, que o A.T.foi escrito em couro. Eram feitos rolos, costurados juntas as peles que mediam de alguns metros a 30 perpendiculares ao rolo. Os rolos, entre 26 e 70 cm de altura, eram enrolados um ou dois pedaços de pau.

Então quando a Bíblia inteira foi completada pela primeira vez constituiu de cópias hebraicas (idioma da nação hebraica) do VT. Junto com a tradução grega da hebraica (septuaginta), e o grego original do NT. esta última também tinha sido perdida.

Eram guardados na casa de Senhor II Rs.22:8. Isto é, no templo.Quando alguém queria uma parte das Escrituras Sagradas, tinham que copiá-la, palavra por palavra. Os homens que faziam esse trabalho chamam-se “Copistas ou Escribas”.

 

Crítico Textual: Eram para averiguar quais cópias tinham erros e quais eram os manuscritos espúrios (não inspirados por Deus).

Este estudo especial dos manuscritos chama-se “Criticismo” e os eruditos que conseguiram e os eruditos que conseguiram este trabalho são chamados “Crítico Textual”

Crítica Textual é a ciência que tem como objetivo descobrir e corrigir seus erros. Para este trabalho, os críticos fazem uso dos manuscritos existentes A crítica textual se dividiu em: Alta Crítica e Baixa Crítica;

Baixa Crítica é o trabalho da correção, enquanto a Alta Crítica estudava as questões de autoria, data, composição dos livros da Bíblia e também a genuinidade dos manuscritos em relações às versões e as obras dos anciões da igreja cristã. Durante os primeiros séculos, pois estes citaram muitos textos das Escrituras. Havia uma preocupação desde Esdras em corrigir os erros nas cópias dos manuscritos.  

 

CURIOSIDADE

Hebreu + aramaico =hebraico

O grego não é o clássico – mas o dialeto popular do homem de rua dos comerciantes – todos podiam entender “koiné”

Quando Israel começou a regressar do exílio falava-se em Aramaico

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