ANOTAÇÕES DA BÍBLIA

II Coríntios

II Coríntios


As informações trazidas por Tito, sobre a reação dos Coríntios após a recepção da primeira Carta, motivou Paulo a escrever a segunda epístola à igreja de Corinto (2Co 7.6-9).

Esta Carta expressa, de maneira bastante pessoal, a preocupação do apóstolo sobre a necessidade de combater os falsos mestres e exortar a minoria rebelde, que se deixou influenciar por ensinamentos heréticos.

 

Paulo escreveu esta epístola a três classes de pessoas em Corinto.

1) Primeiro, escreveu para encorajar a maioria da igreja que lhe era fiel, como seu pai espiritual.

2) Escreveu para contestar e desmascarar os falsos apóstolos que continuavam a difamá-lo, para, assim, enfraquecer a sua autoridade e o seu apostolado, e distorcer a sua mensagem.

3) Escreveu, também, para repreender a minoria na igreja influenciada por seus oponentes e que não acatavam a sua autoridade e correção. Paulo reafirmou sua integridade e sua autoridade apostólica em relação a eles, esclareceu os seus motivos e os advertiu contra novas rebeliões. 2 Coríntios visou a preparar a igreja como um todo, para sua visita iminente.

 

2 Coríntios tem três divisões principais.

1) Na primeira (1—7), Paulo começa dando graças a Deus pela sua consolação em meio aos sofrimentos em prol do evangelho, elogia os coríntios por disciplinarem um grande transgressor e defende a sua integridade ao alterar seus planos de viagem.

Em 3.1—6.10, Paulo apresenta o mais extenso ensino do NT sobre o verdadeiro caráter do ministério. Ressalta a importância da separação do mundo

 (6.11—7.1) e expressa sua alegria ao saber, através de Tito, do arrependimento de muitos na igreja de Corinto, que antes desacatavam a sua autoridade apostólica.

 

Nos caps. 8 e 9, Paulo exorta os coríntios a demonstrar a mesma generosidade cristã e sincera dos macedônios, ao contribuírem na campanha por ele dirigida, a favor dos crentes pobres de Jerusalém.

 O estilo da epístola muda nos caps. 10—13. Agora, Paulo defende o seu apostolado, discorrendo sobre a sua chamada, qualificações e sofrimentos como um verdadeiro apóstolo. Com isso, Paulo espera que os coríntios reconheçam os falsos apóstolos entre eles, o que os poupará de futura disciplina quando ele lá chegar. Paulo termina 2 Coríntios com a única bênção trinitária no NT (13.14)

 

1. EXPOSIÇÃO DO MINISTÉRIO DE PAULO

1. Ministros de uma nova aliança (2Co 3.6). Paulo faz alusão à Antiga Aliança (dada a Moisés em tábuas de pedra), mostrando aos coríntios a revelação patente de um ministério superior. A letra e os preceitos da lei foram substituídos por letras vivificadas pelo Espírito Santo, impressas em tábuas de carne, isto é, nos corações dos crentes (3.3), em cumprimento á profecia de Jeremias: “Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o Senhor. Na mente lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei...” (Jr. 31.33).

 

 

2. O ministério da reconciliação:

“Ora, tudo provém de Deus que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação, a saber, que Deus estava em Cristo, reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação” (2Co 5.18,19). Deus, por intermédio de Cristo, proveu uma autêntica reconciliação com o homem perdido, tornando-o uma nova criatura. Proclamar esta reconciliação descreve a importante tarefa do ministério de Paulo.

 

3. Exortação à santidade: “Porque nós somos santuário do Deus vivente” (2Co 6.16). Esta expressão é enfatizada também nesta epístola, para despertar a consciência do perigo da contaminação carnal. É absolutamente impossível a comunhão da luz com as trevas (6.14)

 

A COLETA EM FAVOR DOS SANTOS DE JERUSALÉM.

1. A nobre atitude dos primeiros cristãos. Lemos em At.2.44,45, a bela atitude dos irmãos em Jerusalém, para suprirem as necessidades de todos da igreja: “Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto à medida que alguém tinha necessidade.”Porém quando Paulo escreveu a segunda carta aos Coríntios, os crentes de Jerusalém achavam-se em grande pobreza..

 

2. Paulo estimula os Coríntios a imitarem os macedônios. Paulo procurou levar os crentes de Corinto a seguirem o exemplo dos irmãos da Macedônia, fazendo um coleta generosa (2Co 8.1-15); “Porque aprouve á Macedônia e á Acaia levantar uma coleta em benefício dos pobres dentre os santos que vivem em Jerusalém” (Rm 15.26). Em ICo 16.1-4, Paulo dá orientação sobre a forma de levantar a oferta em favor dos crentes pobres de Jerusalém. A campanha foi feita em todo o campo missionário de Paulo. Veja esta palavra: “...fazei vós também como ordenei ás igrejas da Galácia” (lCo16.1).

 

3. A lei da semeadura e da colheita. “E isto afirmo: Aquele que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia com fartura, com abundância também ceifará” (2Co 9.6). A analogia aqui empregada retrata uma verdade espiritual. Ë importante também ter a motivação correta, “porque Deus ama a nossa suficiência. O que o homem dá não é propriamente seu, mas é uma pequena parte daquilo que Deus lhe tem dado.”

 

III. DEFESA DE PAULO CONTRA SEUS OPOSITORES

1. As armas de que dispomos: “Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e, sim, poderosas em Deus, para destruir fortalezas; anulando sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, levando cativo todo pensamento à obediência a Cristo” (2Co 10.4,5). O apóstolo faz sua apologia ministerial mostrando, por meio de inegáveis provas, o seu amor e zelo para com todos os santos. Nesta guerra espiritual, apresenta o seu arsenal invisível, mais poderoso que as armas carnais. Seu ministério foi desenvolvido com a demonstração de Espírito e de poder (I CO 2.4).

 

2. Paulo não era inferior aos demais apóstolos. Em sua defesa, diz: “Porque suponho em nada ter sido inferiora esses tais apóstolos” (2Co 11.5). Não existia em Paulo sentimento de inferioridade em seu ministério, pois trazia evidências de seu apostolado: “Pois as credenciais do apostolado foram apresentadas no meio de vós, com toda a persistência, por sinais, prodígios e poderes miraculosos” (2Co 12.12).

 

3. Os sofrimentos de Paulo provavam sua autoridade. Paulo sofreu fisicamente por amor a Cristo e sua igreja (2Co 11.23-27), Seu objetivo em relação aos coríntios era apresentá-los “como virgem pura a um só esposo, que é Cristo” (11.2).

 

CONCLUSÃO

Observamos nesta lição a suprema importância da dedicação de um homem de Deus em manter saudável doutrina, não obstante a existência de falsos mestres e falsos ensinos.

Paulo demonstrou o seu zelo pela igreja de Corinto, esforçando-se para que os irmãos, seus filhos na fé, tivessem perseverança na doutrina sem erros, servindo a Cristo com fidelidade, até o dia final. Assim como deve ser entre nós, nos dias de hoje.

 

2. Na sua segunda viagem missionária, o apóstolo ficou três anos em Éfeso (At. 19.8 a 10 e 1 Co 16.8). Enquanto estava lá fez uma outra curta visita a Corinto para corrigir problemas existentes na igreja (2 Co 2.1; 12.4; 13.1,2). Mas os problemas persistiram, então Paulo enviou a epístola de 1 Coríntios (55 d.C.) como uma carta disciplinar. Esta carta foi conduzida por Tito.

 

3. Depois de escapar por pouco duna multidão violenta, Paulo foi a Trôade. Ali esperou Tito retornar trazendo notícias da igreja de Corinto. Tito demorou e Paulo preocupou—se. Finalmente ele seguiu para Macedônia, esperando encontrar Tito ali (2 Co 2.12,13; At20.1,2).

 

CONTATOS PAULO COM CORINTO

1. Paulo plantou a igreja Coríntios na sua segunda viagem missionária, no ano 50 d.C. (At. 18.1—7). Permaneceu lá durante 18 meses (At. 16.11).

4. Em Macedônia o apóstolo encontrou Tito o qual lhe informou que sua carta fora bem recebida em Corinto (2 Co 7.6,7). Mas, alguns problemas ainda persistiam e então Paulo escreveu uma segunda carta à igreja (56 d.C.). Esta segunda epistola também foi entregue por Tito (2 Co 8.16—24).

2. Na sua segunda viagem missionária, o apóstolo ficou três anos em Éfeso (At. 19.8 a 10 e 1 Co 16.8). Enquanto estava lá fez uma outra curta visita a Corinto para corrigir problemas existentes na igreja (2 Co 2.1; 12.4; 13.1,2). Mas os problemas persistiram, então Paulo enviou a epístola de 1 Coríntios (55 d.C.) como uma carta disciplinar. Esta carta foi conduzida por Tito.

3. Depois de escapar por pouco duma multidão violenta, Paulo foi a Trôade. Ali esperou Tito retornar trazendo notícias da igreja de Corinto. Tito demorou e Paulo preocupou—se. Finalmente ele seguiu para Macedônia, esperando encontrar Tito ali (2 Co 2.12,13; At. 20.1,2).

4. Em Macedônia o apóstolo encontrou Tito o qual lhe informou que sua carta fora bem recebida em Corinto (2 Co 7.6,7). Mas, alguns problemas ainda persistiam e então Paulo escreveu uma segunda carta à igreja (56 d.C.). Esta segunda epistola também foi entregue por Tito (2 Co 8.16—24).

5. Paulo permaneceu na Macedônia dois meses e daí viajou para Corinto, para una visita pessoal. Desta vez ficou lá três meses com a igreja (At. 20.2,3). Possivelmente foi durante este peno do de tempo que ele escreveu Gálatas e Romanos


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